3 de novembro de 2009

Video_Arte

… a arte, depois da vanguarda, vive de seus efeitos, sejam eles materiais ou simplesmente de sentido.

Gelson Penha, 2002

Nesta obra, Eunice Vaz Yoshiura nos oferece a sai literatura sobre o vídeo digital, mostrando como imagem pode ser desmaterializada, como os vídeo-artístas contribuem para a cultura midiática e como este seu olhar investe contra a “boa forma”.

Constituição do sujeito receptor na comunicação

3 de novembro de 2009

constituicao_sujeito

O presente livro refere-se às experiências realizadas pelo Grupo de Pesquisa Comunicação Criatividade e Cidadania: usos da mídia e grupos sociais, do Mestrado em Comunicação da Universidade Paulista – UNIP. A aplicação de uma proposta específica para a constituição do sujeito receptor baseada na estimulação do pensamento criativo e da experiência estética, é tema presente neste estudo.

A convite da Fundação Mokiti Okada, que tem como um dos seu principais objetivos promover a apreciação da arte, foi criado e desenvolvido, durante pelo menos duas décadas, um curso para estimular a tal capacidade – o Curso de Sensibilização Artística. As discussões partem do pressuposto de que o leitor da obra é também um co-criador, e conseqüentemente da ideia de que uma pessoa mais criativa tem mais condições para desempenhar o papel de receptor consciente.

Eunice Vaz Yoshiura – São Paulo, Annablume, 2009
ISBN – 85-7419-663-0
R$ 28,50 + correio
Pedidos pelo e-mail: contato@ciec.org.br

A Leitura como Ofício

29 de outubro de 2009

A_Leitura

A Leitura como Ofício visa fornecer subsídios para diferentes áreas do saber. Multidisciplinar, o livro apresenta sete artigos que representam diferentes perspectivas em torno do mesmo eixo temático: leitura, interpretação e comunicação.
A obra aborda desde reflexões conceituais até análises comparativas entre literatura e cinema, estabelecendo, assim, um diálogo com outras obras, com o leitor e com a história.
Como descreve Umberto Eco, “os livros falam de livros e toda história conta uma história já contada”.

Coleção – Exercícios de Leitura, Interpretação e Comunicação
Volume I
Irene Scótolo (Org.)
São Paulo, Porto de Idéias, 2007
R$ 31,00 + correio
Pedidos pelo e-mail: contato@ciec.org.br

A mbira da beira do rio Zambeze

3 de julho de 2009

O CIEC apoiou a realização do evento A MAGIA DA KALIMBA. Essa música encanta até os leões…

No dia 03/07/09, no auditório do Espaço de Inovação do CIEC, aconteceu o show solo do músico e pesquisador Décio Gioielli. Gioielli explorou a sonoridade e os recursos de instrumentos africanos e encantou os presentes contando estórias. No repertório, músicas tradicionais, composições próprias e a participação especial de Zequinha Mello (violão) e Lucina (voz).

Abaixo mais um lindo trabalho de Décio Gioielli, Heloisa Pires Lima (org.) e Ed. Salamandra:

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O Zambeze é um importante rio do Zimbábue, um país africano cujo nome significa “morada das pedras”. Lá vive Chaka, um menino do povo xona que gosta de tocar a mbira, um instrumento que soa com as águas do rio e que agrada aos vadzimu, espíritos protetores de seu povo.

Em A mbira da beira do rio Zambeze os leitores vão conhecer um pouco da história da mbira e também ouvir seu delicado som, no CD que Décio Gioelli gravou especialmente par o livro.

CD Faixa 4 – Água ( Chigwaya)

Décio Gioielli há muitos anos se dedica ao estudo dos intrumentos do  Continente Africano, em especial a grande família dos lamelofones: kalimba, mbira, likembe. Kisange e muitos outros. Em 2000 registrou no CD KALIMBA suas composições instrumentais e em 2003 o gravou o CD infantil MEU NENÉM em parceria com o PALAVRA CANTADA. Recentemente lançou o Livro/ CD infantil “A Mbira da Beira do Rio Zambeze” pela editora Salamandra. Para aprofundar seus conhecimentos sobre música tradicional africana realizou cinco viagens a aquele continente. Lá se apresentou em diversos shows importantes como o “Kalimba Encantadora” (no Standard Bank National Arts Festival), “Brasil Meets África”, XIV Simpósio de Etnomusicologia  e o Concerto de 50 anos da I.L.A.M – International Library of African Music. Fez parte do vídeo Promocional da African Musical Instruments, com composições de Kalimba. Paralelamente a sua carreira solo, é percussionista da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo.

Estética dos movimentos corporais

14 de outubro de 2008

Sob a condução da Fernanda que nos presenteou com uma dinâmica reflexiva e experencial sobre os movimentos e o corpo e com a supervisão da prof. Eunice, o grupo 3A reuniu-se em 06/10 para mais um trabalho de aprofundamento e aplicação da abordagem ciequiana.

Não poderia ser mais feliz esse encontro. Desde a reflexão em que se chamou a atenção para aspectos de nossa materialidade e como ela interage com o espaço e com o outro sob a forma de movimentos até a prática de se movimentar com e sem harmonização com os demais, formou um quadro experiencial de grande conteúdo, melhor dizendo, de mágico conteúdo. O grupo 3A se fortalece a cada encontro desse tipo, principalmente se a proposta que seus membros (todos os ex alunos) passem a conduzir as atividades previamente programadas e supervisionadas pela prof. Eunice.

Minha gratidão a essa ong que traz algo muito especial a vida de cada um de nós.

Abçs

Celso Vegro

LÍDERES COACHING ou 3A

23 de setembro de 2008

LÍDERES COACHING ou 3A

ATIVIDADES DE
ACOMPANHAMENTO E
ATUALIZAÇÃO

Atividade mensal para ex-alunos do CIEC

Venha participar!

Próximo encontro: 2.ª feira, 06/10/08 às 18h30.

Facilitador: Maria Fernanda Vegro

Temática:

Desvelando o corpo próprio

Vivências de expressão corporal criativa relacional

(A experiência do corpo, o olhar e a síntese do corpo próprio, segundo Merleau-Ponty e as relações tempo/ peso/ espaço, segundo Laban.)

Construímos nossa vida dia a dia…

4 de setembro de 2008

Os dias vão se tornando meses, anos, décadas e… É possível se imaginar que alguém possa viver anos e anos a fio, sem se idealizar em um tempo distante? Vamos deixar que o acaso nos conduza sabe-se lá para onde? Estamos estabelecendo o caminho que queremos ? Para onde estamos realmente nos dirigindo ao percorrer a via da vida? Como projetamos nos encontrar daqui a 20 anos? O que pretendemos ser?

Com a presença de

Ana Helena Ferraz de Campos (psicóloga)
Celso Luís Rodrigues Vegro – MS (engenheiro agrônomo)
Eunice Vaz Yoshiura – PhD (arte educadora)
Inary Mainieri Giordano (pedagoga e arte educadora)
Maria de Lurdes Lazzarin Ferreira (psicóloga)

realizou-se em 30/08/08, no Espaço de Inovação do CIEC, mais um encontro 3A – Atividades de Atualização e Acompanhamento (LÍDERES COACHING).

Foram trabalhados por meio de vivências, conceitos e prática da dinâmica da Inteligência Criativa em Ação, relativos à interação imediata da consciência central com a consciência ampla. A configuração da imagem do Sol ao final de cada percurso representou o alcance da meta estabelecida; a representação pictórica da meta fixada para daqui a 20 anos, esquematizada previamente em Mind Mapping caracterizou as qualidades pretendidas; uma atividade corporal simbólica estruturou o alinhamento vertical para garantir a harmonia do resultado.
As atividades geraram nos participantes expressões como: troca; compartilhar; luz; integração e desafio.

Não podemos saber agora se vamos concretizar o que idealizamos, mas com certeza pensamos sobre o assunto e conseguimos ver o que desejamos para nós mesmos nos próximos 20 anos… E temos a chance de dirigir nossos passos construtivamente nas direções que estabelecemos!

Reencontro

11 de agosto de 2008

Aos erráticos do 3A

Entre agendamentos e desagendamentos,

O quanto vamos demorar para nos reencontrar?

A carência da prática,

Ao lado da reflexão

Já cobram seu preço,

Travestidos por custosas rotinas.

Celso Vegro

O MUNDO DAS PLANTAS ENRAIZADAS.

1 de agosto de 2008

OI GENTE,

Vivemos em um mundo marcado por movimentos, mudanças e grandes transformações instantâneas. Certo dia, ao contemplar uma imensa árvore com raízes fortíssimas, me veio a idéia de ” ser” aquela árvore . Como seria ser uma árvore com aquelas fortes raízes ?   A sensação que me veio foi a de que eu estava preso a um determinado espaço e as minhas raízes que me davam sustentação também me aprisionavam! Eu era um ser condenado a ficar a minha vida inteira ali, sem locomoção alguma.  Eu, na condição imaginária de árvore, não poderia sair dali correndo prá abraçar uma outra árvore ! Como eu poderia transpassar essa distância insuportável? De repente, senti uma brisa agitando minhas folhas e ai entendi que eu poderia interagir com o vento, e assim quem sabe, ele levaria um pouco de mim até uma outra árvore! O vento ajudou, mas não era suficiente! Ah!  Os insetos e o pássaros poderiam me ajudar a chegar mais perto daquela árvore!  Como posso chamá-los até mim? Ah! Darei a eles frutas, flores, perfume, néctar……  Esse exercício de imaginação auxilia muito no entendimento das interações complexas dos sistemas biológicos da natureza !  O grande pesquisador espanhol, Santiago Ramon Y Cajal, preconizava aos estudantes do sistema nervoso que eles deveriam “ser” neurônios  para captarem as múltiplas interações destes no cérebro . Um exercício de imaginação para gênios, pois acredita-se que temos cerca de 100 bilhões de neurônios em nosso cérebro!! Entretanto, essa construção de metáforas nos ajudam no entendimento e formação de conceitos. No caso da árvore, é possível entender  os conceitos de polinização, dispersão das sementes pelo vento e por outros agentes tais como insetos,pássaros, água, pequenos animais  e nós humanos, pois que já não teve um carrapicho agarrado à roupa e o levou por uma distância enorme. Enfim, o mundo das plantas enraizadas nos ensina que a interdependência entre as espécies é complexa e fundamental em nosso planeta.

abraço

Sérgio

Aprender a soltar

22 de julho de 2008

Desprender-se é mais que um desafio, especialmente da imagem que temos daquilo que somos e fazemos.

Sem ignorar o êxito de uma nova conquista, o ideal seria com humildade saborá-la como quem percorre a vida pelo gosto de por tudo e por todos admirar -se.

Aproveite o texto a seguir:

Escrito por Gabriel Perissé
10-Jul-2008

Soltar os cachorros. Sobre aqueles que nos manipulam. Sobre aqueles que nos tratam como animais.

Soltar os pássaros. Pela janela. Em nome do infinito. Tendo ao longe o horizonte. Tendo por perto a vontade de voar também.

Soltar os cavalos. Pelo mundo afora. Pela vida afora. Com a alegria de correr. Com a esperança de chegar. Com a velocidade do amor. Sem medo de ir. Sem medo de voltar.

Soltar as árvores. De suas sementes esmagadas. Acompanhar-lhes o crescimento. Colher seus frutos na hora exata. Aprofundar suas raízes. E que suas folhas sejam muitas. Que sua sombra seja imensa.

Soltar os filhos. De meus medos infundados. Deixá-los ser o que hão de ser. Soltá-los sem abandoná-los. Soltá-los sem esquecê-los. Soltá-los de amarras imaginárias. Soltá-los para a vida. Preparados para viver a sua própria vida, não a minha, não a de ninguém.

Soltar as palavras. Libertá-las da sintaxe enrolada. Soltar as palavras no texto. Soltar as palavras dos falsos pretextos. Soltar as palavras aqui e agora. Soltá-las com força. Soltá-las com raiva. Soltá-las em lirismo. Soltá-las em drama. Soltá-las do dicionário-presídio. Soltá-las da gramática-exílio.

Soltar as idéias dia a dia. Soltá-las em ordem, em desordem. Soltá-las na conversa, à mesa, na fila do banco, no banco de praça, na pressa e na calma. Soltá-las, servi-las. Entregá-las aos outros. Trocá-las por outras. Acrescentá-las a muitas outras idéias. Idéias soltas nos prendem à tarefa que nos cabe cumprir.

Soltar os braços. Para trabalhar. Para nadar. Para lutar. Para criar. Soltá-los hoje. Soltá-los amanhã. Soltá-los do corpo. Deixar que se estendam. Que envolvam o mundo. Que dêem mil voltas ao planeta. Que alcancem as estrelas. Que acolham o divino. Que abracem, abracem.

Soltar a voz. Cantando. Gritando. Chorando. Ensinando. Avisando. Por tudo e por nada. Em guerra, em paz. Por um motivo justo ou porque tanto faz. Estando com outros. Falando sozinho.

Soltar as velas. Na hora de partir. Na hora do mar. As ondas. Os peixes. A terra não vista. A vista perdida. Soltar as velas de novo. De novo soltá-las. As velhas velas de novo.

Soltar-me a mim mesmo. Ainda é bem cedo. Soltar-me de mim. Do inquisidor que eu sou. Do sinhozinho que eu sou. Do ditador que eu sou.

Soltar o leitor. Soltá-lo de mim. Que ele seja o autor de sua própria leitura.

Aprender a soltar-se.

Gabriel Perissé é doutor em educação pela USP e escritor.

Website: http://www.perisse.com.br/