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Estética dos movimentos corporais

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Sob a condução da Fernanda que nos presenteou com uma dinâmica reflexiva e experencial sobre os movimentos e o corpo e com a supervisão da prof. Eunice, o grupo 3A reuniu-se em 06/10 para mais um trabalho de aprofundamento e aplicação da abordagem ciequiana.

Não poderia ser mais feliz esse encontro. Desde a reflexão em que se chamou a atenção para aspectos de nossa materialidade e como ela interage com o espaço e com o outro sob a forma de movimentos até a prática de se movimentar com e sem harmonização com os demais, formou um quadro experiencial de grande conteúdo, melhor dizendo, de mágico conteúdo. O grupo 3A se fortalece a cada encontro desse tipo, principalmente se a proposta que seus membros (todos os ex alunos) passem a conduzir as atividades previamente programadas e supervisionadas pela prof. Eunice.

Minha gratidão a essa ong que traz algo muito especial a vida de cada um de nós.

Abçs

Celso Vegro

Reencontro

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Aos erráticos do 3A

Entre agendamentos e desagendamentos,

O quanto vamos demorar para nos reencontrar?

A carência da prática,

Ao lado da reflexão

Já cobram seu preço,

Travestidos por custosas rotinas.

Celso Vegro

Aprender a soltar

terça-feira, 22 de julho de 2008

Desprender-se é mais que um desafio, especialmente da imagem que temos daquilo que somos e fazemos.

Sem ignorar o êxito de uma nova conquista, o ideal seria com humildade saborá-la como quem percorre a vida pelo gosto de por tudo e por todos admirar -se.

Aproveite o texto a seguir:

Escrito por Gabriel Perissé
10-Jul-2008

Soltar os cachorros. Sobre aqueles que nos manipulam. Sobre aqueles que nos tratam como animais.

Soltar os pássaros. Pela janela. Em nome do infinito. Tendo ao longe o horizonte. Tendo por perto a vontade de voar também.

Soltar os cavalos. Pelo mundo afora. Pela vida afora. Com a alegria de correr. Com a esperança de chegar. Com a velocidade do amor. Sem medo de ir. Sem medo de voltar.

Soltar as árvores. De suas sementes esmagadas. Acompanhar-lhes o crescimento. Colher seus frutos na hora exata. Aprofundar suas raízes. E que suas folhas sejam muitas. Que sua sombra seja imensa.

Soltar os filhos. De meus medos infundados. Deixá-los ser o que hão de ser. Soltá-los sem abandoná-los. Soltá-los sem esquecê-los. Soltá-los de amarras imaginárias. Soltá-los para a vida. Preparados para viver a sua própria vida, não a minha, não a de ninguém.

Soltar as palavras. Libertá-las da sintaxe enrolada. Soltar as palavras no texto. Soltar as palavras dos falsos pretextos. Soltar as palavras aqui e agora. Soltá-las com força. Soltá-las com raiva. Soltá-las em lirismo. Soltá-las em drama. Soltá-las do dicionário-presídio. Soltá-las da gramática-exílio.

Soltar as idéias dia a dia. Soltá-las em ordem, em desordem. Soltá-las na conversa, à mesa, na fila do banco, no banco de praça, na pressa e na calma. Soltá-las, servi-las. Entregá-las aos outros. Trocá-las por outras. Acrescentá-las a muitas outras idéias. Idéias soltas nos prendem à tarefa que nos cabe cumprir.

Soltar os braços. Para trabalhar. Para nadar. Para lutar. Para criar. Soltá-los hoje. Soltá-los amanhã. Soltá-los do corpo. Deixar que se estendam. Que envolvam o mundo. Que dêem mil voltas ao planeta. Que alcancem as estrelas. Que acolham o divino. Que abracem, abracem.

Soltar a voz. Cantando. Gritando. Chorando. Ensinando. Avisando. Por tudo e por nada. Em guerra, em paz. Por um motivo justo ou porque tanto faz. Estando com outros. Falando sozinho.

Soltar as velas. Na hora de partir. Na hora do mar. As ondas. Os peixes. A terra não vista. A vista perdida. Soltar as velas de novo. De novo soltá-las. As velhas velas de novo.

Soltar-me a mim mesmo. Ainda é bem cedo. Soltar-me de mim. Do inquisidor que eu sou. Do sinhozinho que eu sou. Do ditador que eu sou.

Soltar o leitor. Soltá-lo de mim. Que ele seja o autor de sua própria leitura.

Aprender a soltar-se.

Gabriel Perissé é doutor em educação pela USP e escritor.

Website: http://www.perisse.com.br/

Cumplicidade

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Prezados Amigos e admiradores do CIEC

Mas o que é que se passa conosco?

Por que as pessoas mesmo reconhecendo a imensa contribuição que o curso da Eunice/Tamar/Fernanda trouxe para seu cotidiano, para suas vivências diárias, em determinado momento nós nos afastamos do CIEC. O que nós (ex-alunos e colaboradores) precisaríamos implementar para não só apoiar a trajetória dessa ONG como ajudar-nos a mutuamente perserverar com a prática do método e do desenvolvimento pessoal.

A dúvidas afligem, porém a criatividade às superará. Disso, quero eu sempre participar.

Abrçs a todos.

Celso Vegro

AAA – dose dupla

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Prezadas Profs Eunice, Tamar e Fê

Era esperado. O segundo encontro do AAA foi energizante. A dinâmica proposta pela Prof. Eunice nos conduziu em atividades que perpassaram pela divagação e concretização prática de projeto de médio-prazo. Combinadas as atividades foram enriquecedoras para os presentes. A parte estética (primeiro quadro – o eu; segundo quadro – novamente o eu) consistiram em desafios para o olhar e pensar. Novamente e, modestamente, assim me expressei:

Quadro Cubista – momento inicial

Eu 1.0

É pela combinação
De contradições e harmonias,
Ora descosidas,
Por vezes cimentadas,
Em que me movimento.
Atrás, talvez,
De um novo surpreender,
Pois é chegada a hora de acordar.

Pote japonês – segundo momento

Eu 2.0

Ainda que,
Infinita partícula
Na imensidão do cosmo,
Possuo a minha percepção

Que diz:

Existo!

Não como indelével mancha,
Mas pejado de poucas e louváveis
Virtudes.

Celso

Ensaio sobre a maçã

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Prezada Eunice/Tamar/Fernanda e todos amigos do CIEC

O primeiro encontro do ex-Core, atual AAA, como sempre foi imensamente proveitoso. Vivênciar ou experienciar as dinâmicas propostas sempre resulta em imensas descobertas, muitas das quais são a nós mesmos surpreendentes.

A imaginação e a experimentação em torno do tema maçã exigiu um rompimento de condutas. Apenas dizer sobre nossa abstração “maçã” demandava muito menos criatividade do que após pegá-la, sentí-la, devorá-la. A “maçã” deixando de ser a fruta imaginada, entregando sua doçura e crocância para cada um de nós.

Como memória do encontro tivemos os momentos do antes e do depois. Modestamente, assim me expressei:

1 – maçã abstrata

QUEDA ENVENEDADA

Ao gênio da física,
Despertou.
Contrariamente, a mais bela,
Fez dormir.
Fruto da ciência e da fábula,
Não mais proibida,
Porém, para sempre aprecidada.

2 – maça experienciada

CROCÂNCIA ADOCICADA

Essa paisagem
Onde traços de vermelho variegado dominam,
Tem a capacidade de exalar,
Aromas que atiçam vontades preementes:
Mordê-la,
Preservá-la,
Poderá a maçã um dia desaparecer?
Abraços a todos

Celso Vegro