O MACACO, A CUMBUCA E A DIFÍCIL DECISÃO DE PERDER.

5 de julho de 2008

Macacumbuca

OLÁ PESSOAL !

Apresentei no CIEC uma armadilha feita com uma cabaça e uma fruta   usada para capturar macacos. Diferente de outras armadilhas de captura essa tem um componente muito interessante que é cognitivo-emocional. O macaco enfia a mão na cabaça com uma fruta ou um doce,mas com a fruta apreendida a sua mão fica presa,pois o conjunto mão/fruta não passa pelo orifício feito na cabaça.  O animal não solta a fruta de jeito algum e assim fica preso horas até ser capturado pelo caçador.Podemos extrapolar esse  experimento para nós humanos e pensar um pouco sobre esse comportamento.  O animal não quer “perder” o seu objeto de desejo e assim fica aprisionado, pois soltar ou perder é uma difícil decisão.  Para fazer essa escolha , o animal ou o ser humano precisa “ver mais além” ou ter uma  percepção mais aguçada dos problemas cotidianos  e ver que o apego e o ego nos aprisionam terrivelmente.  A liberdade plena vem com a conquista da sabedoria.  Perder certezas absolutas, relacionamentos e muitas emoções sombrias fazem parte da sabedoria  humana. Sim, às vezes, é preciso perder para ganhar!!

Sérgio Nobel Abdala Thomé

Cumplicidade

2 de julho de 2008

Prezados Amigos e admiradores do CIEC

Mas o que é que se passa conosco?

Por que as pessoas mesmo reconhecendo a imensa contribuição que o curso da Eunice/Tamar/Fernanda trouxe para seu cotidiano, para suas vivências diárias, em determinado momento nós nos afastamos do CIEC. O que nós (ex-alunos e colaboradores) precisaríamos implementar para não só apoiar a trajetória dessa ONG como ajudar-nos a mutuamente perserverar com a prática do método e do desenvolvimento pessoal.

A dúvidas afligem, porém a criatividade às superará. Disso, quero eu sempre participar.

Abrçs a todos.

Celso Vegro

AAA – dose dupla

4 de junho de 2008

Prezadas Profs Eunice, Tamar e Fê

Era esperado. O segundo encontro do AAA foi energizante. A dinâmica proposta pela Prof. Eunice nos conduziu em atividades que perpassaram pela divagação e concretização prática de projeto de médio-prazo. Combinadas as atividades foram enriquecedoras para os presentes. A parte estética (primeiro quadro – o eu; segundo quadro – novamente o eu) consistiram em desafios para o olhar e pensar. Novamente e, modestamente, assim me expressei:

Quadro Cubista – momento inicial

Eu 1.0

É pela combinação
De contradições e harmonias,
Ora descosidas,
Por vezes cimentadas,
Em que me movimento.
Atrás, talvez,
De um novo surpreender,
Pois é chegada a hora de acordar.

Pote japonês – segundo momento

Eu 2.0

Ainda que,
Infinita partícula
Na imensidão do cosmo,
Possuo a minha percepção

Que diz:

Existo!

Não como indelével mancha,
Mas pejado de poucas e louváveis
Virtudes.

Celso

Ensaio sobre a maçã

2 de junho de 2008

Prezada Eunice/Tamar/Fernanda e todos amigos do CIEC

O primeiro encontro do ex-Core, atual AAA, como sempre foi imensamente proveitoso. Vivênciar ou experienciar as dinâmicas propostas sempre resulta em imensas descobertas, muitas das quais são a nós mesmos surpreendentes.

A imaginação e a experimentação em torno do tema maçã exigiu um rompimento de condutas. Apenas dizer sobre nossa abstração “maçã” demandava muito menos criatividade do que após pegá-la, sentí-la, devorá-la. A “maçã” deixando de ser a fruta imaginada, entregando sua doçura e crocância para cada um de nós.

Como memória do encontro tivemos os momentos do antes e do depois. Modestamente, assim me expressei:

1 – maçã abstrata

QUEDA ENVENEDADA

Ao gênio da física,
Despertou.
Contrariamente, a mais bela,
Fez dormir.
Fruto da ciência e da fábula,
Não mais proibida,
Porém, para sempre aprecidada.

2 – maça experienciada

CROCÂNCIA ADOCICADA

Essa paisagem
Onde traços de vermelho variegado dominam,
Tem a capacidade de exalar,
Aromas que atiçam vontades preementes:
Mordê-la,
Preservá-la,
Poderá a maçã um dia desaparecer?
Abraços a todos

Celso Vegro

Poder da Imagem

30 de maio de 2008

Obras

Primeira obra Segunda obra
Mulher chorando Pote com desenho de glicínias
Pablo Picasso (1937) Nonomura Ninsei (sec. XVII)

As imagens que focalizamos com a nossa atenção podem afetar nossos pensamentos?

Buscamos resposta a essa pergunta por meio de uma experiência fenomenológica a partir da observação de imagens que reproduzem obras de arte de características visuais bem diferentes entre si — Mulher Chorando de Picasso (1937) e Pote de Chá com Desenho de Glicíneas de Nonomura Ninsei (1615-1867).

A primeira refere-se a um exemplar a óleo da pintura cubista de um dos artistas considerados mais criativos da civilização ocidental e responsável pelas transformações que deram origem à arte contemporânea. Apresenta uma figura de mulher geometrizada e fracionada, vista simultaneamente sob diferentes ângulos, expressando sofrimento e dor. Lembra a Guernica, mas não contém elementos diretamente relacionados à guerra.

A segunda mostra uma obra em cerâmica muito apreciada — é considerada tesouro nacional do Japão. Faz parte do acervo do magnífico Museu de Atami. Foi realizada pelo artista que fundou a escola de cerâmica de Kyoto. Desenvolveu a técnica Kyogaki e o seu estilo é citado como o mais refinado dessa escola. A obra revela grande harmonia entre a forma do pote e a pintura que o decora.

Na experiência realizada, a primeira obra foi observada por 5 minutos e a seguir duas pessoas — uma do sexo masculino e outra feminino, ambas com escolaridade superior — fizeram uma redação com o tema subjetivo “Eu”. Passaram então a observar a segunda pelo mesmo tempo e logo após fizeram outra redação com tema idêntico.

Comparando-se as duas redações, percebeu-se claramente diferença em seus conteúdos. A primeira, para ambos os participantes da experiência suscitou idéias de situações desafiadoras, enquanto a segunda remeteu ao transcendente.

Em experiências anteriores, pode se generalizar após a observação de Mulher Chorando, as pessoas pensavam em problemas, conflitos, coisas relativas ao passado, e tristeza, mesmo ao se referirem a si mesmas, enquanto após a observação da cerâmica de Ninsei, elas se referiam a projetos, soluções, coisas ligadas ao futuro e à alegria.

O que se pode concluir daí?

Eunice

Maçã Cinestésica

16 de maio de 2008

A Maça

No AAA…  Passamos pela experiência estética multisensorial de contemplar, tocar, sentir o perfume, saborear e ouvir o poema, portanto elaborar mentalmente referências simbólicas sobre a maçã. A iluminação com o Sol gerou a sensação de integração do universo interno com o externo. E trouxe uma sensação de vida e de alegria. O que isso tem a ver com o nosso futuro imediato? E com metas pessoais de curto , médio e longo prazo? Sugere algo como próximo passo?

Eunice